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Mostrando postagens de 2018

Medo

Medo: 1. E stado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência. 2. T emor, ansiedade irracional ou fundamentada; receio. (GOOGLE, 2018) Em certo sentido o potencial de sentir medo existe porque cumpre uma função evolutiva. Em sua vertente “inteligente”, o medo  nos afasta e nos protege do perigo , seja de um perigo presente ou antecipado. (SCARPATO, Artur. 2018) Medo tem função protetiva. Nos alertar dos perigos da nossa existência. Ei, medo!  Eu não te escuto mais, v ocê não me leva a nada (Jota Quest. 2005) Via de regra, acabamos por deixar o medo nos dominar. Estar em nosso confortável quadrado nos deixa acomodado, mas também estagnados. Quando a situação está sob controle, tudo parece bom, tudo é ótimo. Mas, em contrapartida, o medo começa a nos sondar. Ele parece sussurrar em nossos ouvidos "ei, posso tirar tudo isso que você tem hoje". E aí se você perder tudo que tem naquele momento? Você não est...

Segunda-feira e um pouco de morte

Boa noite, pessoas. Hoje é domingo. Noite de domingo. Já já vou dormir. E amanhã será segunda-feira. Mais uma segunda-feira. Trágico, não é? Ou não! Há onze anos, quando comecei a fazer uma especialização, um dos professores me ensinou uma expressão que até então era desconhecida para mim "Síndrome do Fantástico". Eu desconhecia a expressão. Mas o que essa 'síndrome' causa (ou causava) eu conhecia há mais tempo que eu imaginava. Ainda criança, eu lembro que assistia o saudoso programa "Os Trapalhões", depois um pedaço de Fantástico e depois ia dormir. Tinha que dormir cedo, afinal, no dia seguinte começaria mais uma semana de estudos. Eu nunca odiei escola, estudar. Na verdade eu amava, mas as segundas-feiras sempre tinham uma "cara" estranha quando eram lembradas ainda no domingo à noite antes de dormir. A vida adulta chegou. A vida profissional chegou e com ela, enfim, começou a entrar em mim o que ainda não tinha nome: a bendita da ...

O Jardim e A Colheita

Quando eu era criança, comecei a ouvir dos adultos um ditado: "o jardim do vizinho é sempre mais verde que o meu". Demorei para entender, mas com o tempo percebi que sob nosso olhar, a vida do outro é sempre mais glamourosa que a nossa. Mas até que ponto esse ditado é verdadeiro? Sei que, com o tempo, esse dito acabou se transformando em mais uma das muitas crenças limitantes que entraram em meu cérebro e que de certa forma faziam eu me sentir menos merecedor que o vizinho. Mas venhamos e convenhamos, qual a justiça desse 'bendito' ditado? Você já parou para pensar em todo o trabalho preparatório que há para que um jardim floresça lindamente? Você acha que seu vizinho simplesmente pensou: meu jardim vai ser o mais lindo de todos e o jardim fez 'plim' e lindo ficou? Já pensou que enquanto você fica observando a beleza do jardim do vizinho, o seu jardim está definhando? Eu decidi que meu jardim, a partir de agora, é que será o jardim mais admira...

Poemas Portáteis em Blog

Nas minhas últimas férias achei o que tenho registrado como meu primeiro poema. Antes pode até ter existido outros mas não tenho e não lembro. Curiosa a data que revi: poucos dias depois de ter completado 21 anos que havia feito. Sempre foram despretensiosos, sonhadores, cheios de erros mas sempre exprimindo alguma emoção. Nessa época, estava sob influência do poema "O gondoleiro do amor" de Castro Alves. Um dos poemas que acho mais lindo. Não tenho a pretensão de me equiparar a Castro Alves, apenas fui influenciado. E sigo me divertindo, já que em 16/06/2016 a inspiração para meus poemas voltou e depois criei um perfil no Instagram para compartilhar com aqueles que gostam. Mas sentia falta de outras formas para poder exprimir tudo que tenho aqui dentro. Num poema cabe muita, muita coisa; cabe até o amor. Mas queria outras possibilidades e essa semana veio a ideia de um blog. E aqui está ele. Não s...