Segunda-feira e um pouco de morte
Boa noite, pessoas.
Hoje é domingo. Noite de domingo. Já já vou dormir. E amanhã será segunda-feira. Mais uma segunda-feira. Trágico, não é? Ou não!
Há onze anos, quando comecei a fazer uma especialização, um dos professores me ensinou uma expressão que até então era desconhecida para mim "Síndrome do Fantástico". Eu desconhecia a expressão. Mas o que essa 'síndrome' causa (ou causava) eu conhecia há mais tempo que eu imaginava.
Ainda criança, eu lembro que assistia o saudoso programa "Os Trapalhões", depois um pedaço de Fantástico e depois ia dormir. Tinha que dormir cedo, afinal, no dia seguinte começaria mais uma semana de estudos. Eu nunca odiei escola, estudar. Na verdade eu amava, mas as segundas-feiras sempre tinham uma "cara" estranha quando eram lembradas ainda no domingo à noite antes de dormir.
A vida adulta chegou. A vida profissional chegou e com ela, enfim, começou a entrar em mim o que ainda não tinha nome: a bendita da "Síndrome do Fantástico". Dava domingo à noite, o Fantástico começava e junto vinha todo aquele embrulho: 'Que b****! Amanhã começa tudo de novo! Ir para aquele trabalho chato que só faz eu pensar na sexta fim de tarde!'.
Em 2014, voltei a morar novamente em Brasília. Algum tempo depois, conheci uma empresa com nome curioso: "Viva a segunda"*. Esse nome me chamou a atenção.
O tempo te acrescenta maturidade, conhecimento, entendimento da vida. E a partir do nome dessa empresa comecei a questionar o porquê das pessoas odiarem a segunda-feira. Por que eu odeio a segunda-feira?
Comecei a me questionar, a tentar entender, a tentar me entender.
O que há de errado com o dia que tradicionalmente se iniciam dietas, novos empregos, aulas, férias?
Na verdade, as pessoas não odeiam segundas-feiras. Odiar a segunda-feira é uma forma de a pessoa apontar que aquilo que ela faz toda segunda-feira é massacrante. Ou seja, provavelmente ela não está fazendo aquilo que ela tem vocação. Não está onde queria estar e não consegue entregar amor para essa situação que ela é obrigada a fazer.
Então, eis que veio um estalo: não odiava exatamente a segunda e sim tudo que estava representado nela com muita força. Eu tinha acabado de ficar dois dias longe do meu "horrível" emprego e a segunda dizia que eu teria que voltar para aquilo!
Mas não era culpa do dia, não era culpa do trabalho, não era culpa do momento.
Temos o péssimo hábito de reclamar, simplesmente, de tudo que não nos agrada. E reclamamos muito: desde da topada do mindinho no canto dos móveis até a situação econômica do país. Mas, com a mesma intensidade que reclamamos, não fazemos nada (normalmente) para mudar aquela situação. Quando temos alcance para mudar o que nos incomoda. Então, não tomamos a atitude necessária para mudar e seguimos odiando a segunda-feira.
Mas você já parou para pensar que em vez de ser um motivo para deixar triste, os inícios de semanas podem na verdade ser uma oportunidade de recomeçar? De você ter a oportunidade de parar de odiar essa chance de reinício e enfim tomar as rédeas da sua vida e fazer algo que te traga alegria de começar uma nova semana ao invés de odiar?
Ainda não tenho exatamente a vida que quero e que mereço, mas comecei a enxergar que cada segunda de manhã é para mim uma nova chance de correr atrás daquilo que tanto quero. E, enquanto não chego lá, sigo com o pensamento firme que eu pelo menos preciso ter sentimento neutro em relação aos meus dias.
Não odeie as segundas-feiras. Ame-as. É a chance de uma nova vida para você.
*A Viva a segunda é uma empresa de Brasília voltada para que você encontre mais que motivos para esperar cada segunda-feira com muita felicidade.
Hoje é domingo. Noite de domingo. Já já vou dormir. E amanhã será segunda-feira. Mais uma segunda-feira. Trágico, não é? Ou não!
Há onze anos, quando comecei a fazer uma especialização, um dos professores me ensinou uma expressão que até então era desconhecida para mim "Síndrome do Fantástico". Eu desconhecia a expressão. Mas o que essa 'síndrome' causa (ou causava) eu conhecia há mais tempo que eu imaginava.
Ainda criança, eu lembro que assistia o saudoso programa "Os Trapalhões", depois um pedaço de Fantástico e depois ia dormir. Tinha que dormir cedo, afinal, no dia seguinte começaria mais uma semana de estudos. Eu nunca odiei escola, estudar. Na verdade eu amava, mas as segundas-feiras sempre tinham uma "cara" estranha quando eram lembradas ainda no domingo à noite antes de dormir.
A vida adulta chegou. A vida profissional chegou e com ela, enfim, começou a entrar em mim o que ainda não tinha nome: a bendita da "Síndrome do Fantástico". Dava domingo à noite, o Fantástico começava e junto vinha todo aquele embrulho: 'Que b****! Amanhã começa tudo de novo! Ir para aquele trabalho chato que só faz eu pensar na sexta fim de tarde!'.
Em 2014, voltei a morar novamente em Brasília. Algum tempo depois, conheci uma empresa com nome curioso: "Viva a segunda"*. Esse nome me chamou a atenção.
O tempo te acrescenta maturidade, conhecimento, entendimento da vida. E a partir do nome dessa empresa comecei a questionar o porquê das pessoas odiarem a segunda-feira. Por que eu odeio a segunda-feira?
Comecei a me questionar, a tentar entender, a tentar me entender.
O que há de errado com o dia que tradicionalmente se iniciam dietas, novos empregos, aulas, férias?
Na verdade, as pessoas não odeiam segundas-feiras. Odiar a segunda-feira é uma forma de a pessoa apontar que aquilo que ela faz toda segunda-feira é massacrante. Ou seja, provavelmente ela não está fazendo aquilo que ela tem vocação. Não está onde queria estar e não consegue entregar amor para essa situação que ela é obrigada a fazer.
Então, eis que veio um estalo: não odiava exatamente a segunda e sim tudo que estava representado nela com muita força. Eu tinha acabado de ficar dois dias longe do meu "horrível" emprego e a segunda dizia que eu teria que voltar para aquilo!
Mas não era culpa do dia, não era culpa do trabalho, não era culpa do momento.
Temos o péssimo hábito de reclamar, simplesmente, de tudo que não nos agrada. E reclamamos muito: desde da topada do mindinho no canto dos móveis até a situação econômica do país. Mas, com a mesma intensidade que reclamamos, não fazemos nada (normalmente) para mudar aquela situação. Quando temos alcance para mudar o que nos incomoda. Então, não tomamos a atitude necessária para mudar e seguimos odiando a segunda-feira.
Mas você já parou para pensar que em vez de ser um motivo para deixar triste, os inícios de semanas podem na verdade ser uma oportunidade de recomeçar? De você ter a oportunidade de parar de odiar essa chance de reinício e enfim tomar as rédeas da sua vida e fazer algo que te traga alegria de começar uma nova semana ao invés de odiar?
Ainda não tenho exatamente a vida que quero e que mereço, mas comecei a enxergar que cada segunda de manhã é para mim uma nova chance de correr atrás daquilo que tanto quero. E, enquanto não chego lá, sigo com o pensamento firme que eu pelo menos preciso ter sentimento neutro em relação aos meus dias.
Não odeie as segundas-feiras. Ame-as. É a chance de uma nova vida para você.
*A Viva a segunda é uma empresa de Brasília voltada para que você encontre mais que motivos para esperar cada segunda-feira com muita felicidade.
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