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Autoaceitação: E tudo mudou

Você precisar ter 70 quilos, 60 cm de cintura, rosto simétrico, cabelo liso, queixo duplo. Padrões. Padrões. Somos mais de sete bilhões de pessoas. Todas diferentes entre si ( ok , gêmeos nem tão diferentes assim), mas querem que todas as pessoas sigam um padrão, um rótulo pré-definido daquilo que julgam belo. Mesmo que não seja possível estabelecer um padrão em pessoas. Se fosse, já nasceríamos todos parecidos entre nós. E não, não nascemos esculpidos em formas iguais. Nascemos moldados à mão, cada um com suas particularidades, singularidades, belezas. Com a insistência de empurrar nos outros o padrão do que lhe parece belo, agradável aos olhos, acaba por minar autoestimas, amor próprio, pessoas. Sim, pessoas. Pessoas adoecem, morrem ao não se aceitarem por buscar um padrão que é imposto a ela, em salas de cirurgias, em procedimentos cirúrgicos clandestinos, tirando a própria vida. Houve um período da minha vida, que eu gostava de afirmar que eu era singular, que igual a mim não e...

Um sonhador e o mundo estranho

Admito minha culpa. Sou um sonhador. Ainda acredito que as pessoas possuem a centelha da bondade dentro de si. Ainda acredito que quando eu entregar amor eu receberei de volta amor (por mais que inúmeras vezes não tenha esse retorno). Ainda acredito que, no fim, tudo acaba bem. Mas o mundo atual está estranho. Está arredio, infértil para a plantação de sonhos. Sonhos que às vezes estão prestes a se materializar e nascem mortos. Ou nem nascem. E quando envolvem outras pessoas então, nem fecundam. Minha plantação de sonho tem sofrido com colheitas tardias, colheitas perdidas. Mas de alguma forma, sempre busco recuperar o solo para não ficar estéril aos sonhos. Parece-me que sem sonhos, não tenho força motriz para viver, não vejo razões. Em busca da materialização dos sonhos é que minhas pernas me tiram da cama. Posso estar usando até as ferramentas erradas, plantando em épocas incertas. Mas, até que eu aprenda, vou continuar cultivando essa plantação vital. Quem sabe o o...

Pontos finais

Sabe aqueles dias que marcam na sua vida? Que o céu parece diferente, o sol brilha de outra forma, se estiver chovendo, a chuva caí com um barulho diferente? Aqueles dias em que algo muito fora da sua rotina acontece. Você passou num concurso. Você ganhou um super prêmio num sorteio. Você se formou. Mas também, alguém morreu. Você terminou um relacionamento. Você se despediu. São dias que vão ficar marcados toda vez que você lembrar da data. Alguns terão um sabor doce, puxarão um sorriso de canto na sua boca. Outros, terão uma lembrança amarga, que dará aquele nó na garganta. Mas nada que incapacitará você de seguir em frente. Serão apenas momentos destacados com marca texto no livro da sua vida. Na maior parte do tempo, são destaques que de certa forma você não teve controle, outros, ou você faz isso ou sua vida estagna e seu livro da vida para de ser escrito. Antes de o ano de 2018 d.C. terminar, eu precisei fazer por vontade própria a minha finalização de algo que já tinha v...

Medo

Medo: 1. E stado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência. 2. T emor, ansiedade irracional ou fundamentada; receio. (GOOGLE, 2018) Em certo sentido o potencial de sentir medo existe porque cumpre uma função evolutiva. Em sua vertente “inteligente”, o medo  nos afasta e nos protege do perigo , seja de um perigo presente ou antecipado. (SCARPATO, Artur. 2018) Medo tem função protetiva. Nos alertar dos perigos da nossa existência. Ei, medo!  Eu não te escuto mais, v ocê não me leva a nada (Jota Quest. 2005) Via de regra, acabamos por deixar o medo nos dominar. Estar em nosso confortável quadrado nos deixa acomodado, mas também estagnados. Quando a situação está sob controle, tudo parece bom, tudo é ótimo. Mas, em contrapartida, o medo começa a nos sondar. Ele parece sussurrar em nossos ouvidos "ei, posso tirar tudo isso que você tem hoje". E aí se você perder tudo que tem naquele momento? Você não est...

Segunda-feira e um pouco de morte

Boa noite, pessoas. Hoje é domingo. Noite de domingo. Já já vou dormir. E amanhã será segunda-feira. Mais uma segunda-feira. Trágico, não é? Ou não! Há onze anos, quando comecei a fazer uma especialização, um dos professores me ensinou uma expressão que até então era desconhecida para mim "Síndrome do Fantástico". Eu desconhecia a expressão. Mas o que essa 'síndrome' causa (ou causava) eu conhecia há mais tempo que eu imaginava. Ainda criança, eu lembro que assistia o saudoso programa "Os Trapalhões", depois um pedaço de Fantástico e depois ia dormir. Tinha que dormir cedo, afinal, no dia seguinte começaria mais uma semana de estudos. Eu nunca odiei escola, estudar. Na verdade eu amava, mas as segundas-feiras sempre tinham uma "cara" estranha quando eram lembradas ainda no domingo à noite antes de dormir. A vida adulta chegou. A vida profissional chegou e com ela, enfim, começou a entrar em mim o que ainda não tinha nome: a bendita da ...

O Jardim e A Colheita

Quando eu era criança, comecei a ouvir dos adultos um ditado: "o jardim do vizinho é sempre mais verde que o meu". Demorei para entender, mas com o tempo percebi que sob nosso olhar, a vida do outro é sempre mais glamourosa que a nossa. Mas até que ponto esse ditado é verdadeiro? Sei que, com o tempo, esse dito acabou se transformando em mais uma das muitas crenças limitantes que entraram em meu cérebro e que de certa forma faziam eu me sentir menos merecedor que o vizinho. Mas venhamos e convenhamos, qual a justiça desse 'bendito' ditado? Você já parou para pensar em todo o trabalho preparatório que há para que um jardim floresça lindamente? Você acha que seu vizinho simplesmente pensou: meu jardim vai ser o mais lindo de todos e o jardim fez 'plim' e lindo ficou? Já pensou que enquanto você fica observando a beleza do jardim do vizinho, o seu jardim está definhando? Eu decidi que meu jardim, a partir de agora, é que será o jardim mais admira...

Poemas Portáteis em Blog

Nas minhas últimas férias achei o que tenho registrado como meu primeiro poema. Antes pode até ter existido outros mas não tenho e não lembro. Curiosa a data que revi: poucos dias depois de ter completado 21 anos que havia feito. Sempre foram despretensiosos, sonhadores, cheios de erros mas sempre exprimindo alguma emoção. Nessa época, estava sob influência do poema "O gondoleiro do amor" de Castro Alves. Um dos poemas que acho mais lindo. Não tenho a pretensão de me equiparar a Castro Alves, apenas fui influenciado. E sigo me divertindo, já que em 16/06/2016 a inspiração para meus poemas voltou e depois criei um perfil no Instagram para compartilhar com aqueles que gostam. Mas sentia falta de outras formas para poder exprimir tudo que tenho aqui dentro. Num poema cabe muita, muita coisa; cabe até o amor. Mas queria outras possibilidades e essa semana veio a ideia de um blog. E aqui está ele. Não s...